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Path: compartilhamento de imagens antissocial

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18112010

Mensagem 

Path: compartilhamento de imagens antissocial





Antes de qualquer coisa, o hype:

* Wired
* Network Effect
* New York Times
* CNET
* ReadWriteWeb
* Los Angeles Times
* Forbes

Startups são coisas comuns. Difícil é fazer uma chegar rápido a todos os lugares, a exemplo de todo o hype gerado ultimamente pelo Path.

(Só quem consegue esses stunts mágicos é quem tem todos os deuses do Silício na folha de pagamento: tipo, tio Jobs. #ficaadúvida)

A defesa do ex-executivo do Facebook (Dave Morin) e sua gangue para a nova rede social é a seguinte: “Personal Networking”. Cuma?



O Path foi finalmente disponibilizado na AppStore após meses de muita expectativa e com a missão pessoal de fazer exatamente o contrário do Twitter.

Talvez a única característica inovadora da estreante rede seja a sua limitação compulsória de apenas 50 contatos de amigos, familiares, colegas de trabalho ou os seus BFFs com quem você não pode perder o contato. Ótemo para emos…

Segundo seus criadores, o mundo precisava de algum app+rede a mais que fosse capaz de respeitar a lógica teorética de Robin Dunbar, um antropólogo britânico que afirma que o ser humano tem a capacidade de relacionamento com outras pessoas limitada a um número não superior a 150 pessoas.

Ultimamente, fala-se muito em compartilhamento de imagens como o futuro que acabou de chegar. Serviços bacanas como o Instagram têm ganho centenas de milhares de novos usuários por semana (+100k). Nessa mesma seara, de praticamente todos os apps pelo mercado, é mesmo o melhor. É possível dar diferentes efeitos às imagens compartilhadas diretamente do aplicativo e tudo funciona bem com o Facebook, Twitter, Flickr e Tumblr, além de mais algumas funções bacaninhas.

Então, nos perguntamos: no que está pensando Morin?

Francamente, a coisa toda no final se parece uma rede que é igual a qualquer outra com exceção de que só podemos ter apenas 50 pessoas nela. Mais nada. Algo possivelmente útil para uma grande equipe isolada de trabalho ou para um time xiita de pelada de domingo. Ainda assim, se todo mundo concordar em compartilhar basicamente imagens.

O Path não é focado na segurança, não criptografa nada, usa apenas o padrão OAuth e o kit-pariu padrão para o handshake e autorizações. Para quem não tem iphone, há uma versão web disponível e você pode se dar ao trabalho de falar com aquelas pessoas via navegador.

Obviamente, ninguém disse a Dave Morin que é possível se criar uma lista fechada no Facebook e, de quebra (só de quebra mesmo), você não terá que ficar inventando desculpas esfarrapadas para não poder inserir seu contato #51 no Path porque Nossa Senhora do Dunbar Number não permite.

Se você é assim afrescalhado, curte trollar ao contrário defendendo startups inexplicavelmente barulhentas e senseless, o Path é para você. Nele, você não adiciona usuários, mas sim e-mails. (Eu num intindi u qui é qui foi qui ele falô…)

Eu baixei (ainda não disponível na AppStore brazuca), testei e… blah! O visual e a UI são primorosamente bacanas e muito redondos. Bonitinho mesmo. Sendo o maaaaais aberto e auto-encorajador possível, eu só vejo mesmo UMA única utilidade para o Path, sob a qual eu acho que a nova rede pode virar um sucesso: pr0n e sharing “privativo”.

Fotos secretas, discretas, silenciosas… literalmente, o caminho das pedras — para poucos! Amantes? Erguei vossas lingeries e apetrechos. Alertai-vos!



Fora isso, eu queria mesmo é saber qual é o pitch desses caboclos para convencer investidores e incubadoras a botarem uma grana preta nas suas idéias. Ou decola estratosfericamente, ou alguém mais aí sente o cheiro de carne morta em decomposição?

PS: O que diga-se de passagem, é o formato, a cara, o contorno e o recheio típicos das startups ultimamente.



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